Dinâmica

Os contadores que não tem nenhuma afinidade musical e nem tem um aparelho de som para “tocar” uma música no início das apresentações tem a oportunidade de brincar, jogar e realizar dinâmicas. No meu caso, não sou musico e lanço mão desses recursos em inúmeras sessões de contação de histórias.

Nesses casos, separo, ou crio algumas dinâmicas, jogos rápidos, com a temática da história:

  • Advinhas;
  • Jogo da memória.
  • Mímica e imitação;
  • Parlendas com respostas da plateia;
  • Trava-línguas.

Pode-se usar dezenas de brincadeiras, dinâmicas e jogos urbanos e folclóricos. As crianças entram logo na dinâmica corporal e se inicia um jogo lúdico, em que as crianças se concentram para não perderem cada momento da atividade coletiva. Mesmo aqui, escolhemos dinâmicas e jogos que possam ser inseridas no contexto da história. Assim, a passagem entre o jogo e a narrativa é natural. Alguns jogos podem tirar sua plateia literalmente do lugar e ser difícil de conseguir que voltem a ser plateia. A escolha deve ser cuidadosa.

Exemplo de uma dinâmica

Se a escolha da história fosse “João e Maria”, a introdução, aquecimento, afinação poderia ser trava-línguas, advinhas. Para buscar essas atividades que se encaixem na história, segue um passo a passo:

  1. Leia o texto do começo ao fim;
  2. Anote substantivos, tais como pirulito, migalhas, pássaros, casa;
  3. Anote os personagens;
  4. Anote locais da história.

Com essa listinha, procure brincadeiras, trava-línguas, advinhas em que um, ou mais desses elementos, sejam mencionados. Não será importante que as crianças liguem essa brincadeira a história que ainda irá começar. Esses elementos serão ouvidos depois na narração da história causando uma “acomodação” das palavras no ouvido das crianças.

De memória, destaquei: pirulito; bruxa; Maria; João; pão, migalhas. E com essas palavras, também de memória me veio os trava-línguas e advinhas abaixo:

“pirulito que bate bate, pirulito que já bateu…”

“Como a bruxa sai na chuva?” Resp.: deixa a vassoura e pega o rodo

“Maria-Mole é molenga. Se não é molenga, não é Maria-Mole. É coisa malemolente, nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole.”

“Se o papa papasse papa, se o papa papasse pão, se o papa tudo papasse, seria um papa –papão chamado João.”

Pode ser que não encontremos alguma brincadeira com os elementos da história, geralmente não é difícil encontrá-los. Nesse caso você pode inventar alguns com as palavras da história que você elencou. Seria interessante também, resgatar a mesma brincadeira em momentos diferentes da história, conforme esses elementos apareçam, então, essa introdução será um ensaio que empregará dinâmica e ritmo ao longo da contação. Abaixo, um trava-língua simples em forma de charada com “pão” que criei:

“pedaços de pão, na mão do João lançados ao chão, o que são?” – Resp.: Migalhas

José Robson – Trava-charada-língua

Seja qual for a atividade que você escolher, ou criar, grande parte do sucesso vai depender:

  • da empatia dos contadores;
  • do planejamento;
  • da escolha de acordo com a faixa etária;
  • da disponibilidade das crianças em participar;
  • do apoio e integração dos cuidadores, educadores e pais;
  • da disposição do espaço da contação de história.

Inclua esses tópicos no seu plano de narração, conversando sobre as etapas que irão acontecer antecipadamente com cada grupo de adultos. Se tiver um e-mail, ou WhatsApp deles, envie o roteiro com as etapas da sessão e o quão é importante que se envolvam. As crianças irão se espelhar e nos adultos que ficam mais tempo com elas, em como se comportam durante cada atividade. Eles são corresponsáveis pela escuta e interatividade delas também.


Ao final da aula, mais informações para a criação do plano de uma contação de história. Os detalhes, tais como texto, formato e como enviar para sua avaliação final estarão na “rota de aprendizagem” .(os exercícios, plano de aula e vídeos são exclusivos para alunos do curso.)


O Artigo acima faz parte integral do “Curso de Contação de Histórias” da Cia ArtePalco. Não pode ser reproduzido, copiado, ou utilizado sem prévia autorização.

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15 thoughts on “Dinâmica”

  1. A dinâmica é algo maravilhoso , quando bem usada ela faz com que os ouvintes criem uma dinâmica corporal e se inicie um jogo lúdico, mas, não basta escolher qualquer dinamica pois dependendo da mesma para retornarmos à contação podere fi at dificil pois foi tirado o foco delas. Como tudo na educacao infantil , deve ser bem pensado e pensado om o coração.

  2. O sucesso da introdução da história vai depender de alguns fatores, que, o contador pode identificar antecipadamente. Por exemplo, para uma dinâmica ou um jogo, primeiro o contador deve observar a faixa etária do grupo, saber escolher as atividades faz toda a diferença na momento de iniciar a história.

  3. Brincadeiras, músicas é uma das formas de interagir com o público, quando os contadores não dominam tocar instrumentos. Essa também é uma forma que chama muita atenção, levando-se em conta o público alvo.

  4. Na Contação de Historia ela é muito rica na sua própria dinâmica. Tudo pode ser transformado em um grande espertáculo. As crianças quando interagem com a história, revelam um mundo cheio de surpresa e diversão. As brincadeiras, as músicas, as dinâmicas, as fantasias, as pinturas e muito mais, entram no mundo encantado das crianças.

  5. É uma oralidade viva ter dinamismo na hora de contar uma história. É valorizar o que se conta com orgulho, imaginação e dedicação. Para isso deve se conhecer e planejar tudo.

  6. Em uma contação de histórias a dinâmica é muito importante e interessante. Em casos de não ter um aparelho de som para reproduzir, o autor sugere que crie ou separe algumas dinâmicas, jogos rápidos, etc .Mas que tenha relação com a história. Alguns exemplos que o autor aborda no texto são: adivinhas; jogo da memória; mímica e imitação; parlendas com respostas da plateia, trava-linguas. O sucesso de qualquer atividade vai depender de: da empatia dos contadores; do planejamento; da escolha de acordo com a faixa etária; da disponibilidade das crianças em participar; do apoi e integração dos cuidadores, educadores e pais; disposição do espaço da contação de história.

  7. O autor fala no texto , sobre a dinâmica, a dinâmica ela é muito importante na contação de História, isso faz com que a criança tenha mais interesse. Não importa se você nem tenha algum aparelho de som , pra ” tocar” , o importante é fazer a dinâmica, jogos rápidos , com o tema da histórinha, podendo assim usar várias brincadeiras, dinâmicas e jogos. O autor destaca no texto como, adivinhas , jogos de memória, mímica e imitação, parlendas com respostas da plateia e trava- línguas. A dinâmica é a maneira prática e eficiente para captar e mandar a atenção da criança antes da contação. Isso é muito interessante.

  8. O artigo vem dando uma sugestão de como iniciar uma apresentação sem fazer o uso de música. Uma das formas é por adotar dinâmicas como, jogos, adivinhação, recitar parlendas e brincadeiras rápidas.
    Esta maneira atrai crianças e a transição da introdução para a narração ocorre de forma natural.

  9. O autor abordou a dinâmica do texto, muito importante para a contação de histórias, o que torna as crianças mais interessadas. Pode ser jogado mesmo sem estéreo. É importante fazer jogos dinâmicos e rápidos com temas de história para que vários jogos, dinâmicas e jogos possam ser usados. No livro, o autor enfoca enigmas, jogos de memória, imitação e imitação, bem como respostas do público e trava-línguas. O movimento é uma forma prática e eficaz de captar e atrair a atenção das crianças antes de contar. É interessante.

  10. Os contadores que não tem nenhuma afinidade musical e nem tem um aparelho de som para “tocar” uma música no início das apresentações tem a oportunidade de brincar, jogar e realizar dinâmicas.

  11. Para afinar a plateia deve começar a entreter as crianças e chamar seu público para ouvir a história, pois o entendimento da introdução vai depender de fatores como um planejamento e a empatia dos espectadores, da faixa etária e da disponibilidade das crianças em participar.
    o contador também deve fazer uma dinâmica porque é muito importante na construção da história a utilização de instrumentos como a voz, o autor destaca que pode também realizar adivinha jogos de memória mímica imitação parlendas com resposta da plateia e trava-línguas porque a dinâmica é a maneira mas eficaz para entreter o público chamar a sua atenção e fazer com que a criança participe antes de ouvir a história.

  12. Dinâmica

    A dinâmica na contação de história ela é tratada de forma fundamental e importante.
    Quando não se tem um aparelho de som que possa reproduzir a música; faça com que as vozes da plateia se torne o som, que as palmas os instrumentos.
    O autor acaba abordando alguns textos que são: adivinhas; jogo da memória e imitação.
    A vitória da atividade vai de cada modo em que o contador conta a história, de como ele planeja cada história, para cada faixa etária.

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