As Técnicas de Contação de Histórias

O ato de se contar histórias é, em princípio, oral. As diversas técnicas de contação de histórias, na sua essência, não são usadas pelo narrador clássico. A narração é purista, sem qualquer recurso material, ou técnico, quando muito um instrumento de corda, como o violão.  É baseado na figura do contador de histórias, suas experiências, repertórios e “desempenho” pessoal.

Na contemporaneidade, ainda existem o ator e o educador contadores de histórias, que lançam mão de diversas ferramentas para apresentações cênicas, com objetivos de entreter e ensinar através das histórias.

Há ainda a narração como forma de tratamento biopsicológico, em diversas situações, tanto para crianças quanto para adultos e adolescentes.

Então, podemos dividir as “técnicas de contação de histórias”, de forma geral, em 04 (quatro)  categorias:

As técnicas de contação de histórias

Para nosso curso, abordarei as duas primeiras nas próximas aulas, haja vista que as aplicações terapêuticas e educacionais são extensas e demandariam um estudo de cada tema a parte. Além do que, a aplicação da narrativa de histórias, objetivo do presente curso, é voltada para a apresentação cênica.

Em alguns eventos, participei como contador de histórias usando a narrativa tradicional. Ainda no magistério, construí alguns projetos pedagógicos para a apresentação de propostas educacionais, através de histórias narradas.

Mas foi durante a minha trajetória no teatro, que iniciei em 1985, e principalmente a partir da fundação da Cia ArtePalco (1998), foi que mergulhei na “Contação de Histórias” em forma de espetáculos e shows infantis.

Assim, deter-me-ei nas experiências e trajetória que obtive com a em minha Cia. Usarei alguns dos espetáculos para apontar os diversos recursos técnicos que utilizei e com que objetivos foram usados.

Técnicas de Contação de Histórias
José Robson, contando história. Técnicas: livro e bonecos.

As Primeiras Técnicas de Contação de Histórias

O meu primeiro espetáculo de contação de histórias com a Cia ArtePalco foi “O Vendedor de Sonhos” (1998), que mais tarde passou a se chamar “O Vendedor de Histórias”. Nesse espetáculo, o recurso principal foi um tipo de fantoche articulado e com livre circulação. Diferentemente do fantoche tradicional, que precisa de um “Palco de Fantoches” para apresentação.

Também o livro foi uma das ferramentas que fez parte do espetáculo, tendo um quadro de cerca de 15min (quinze minutos) dedicado a ele.

Nesse espetáculo, a maioria dos elementos que vamos ver durante a terceira aula do curso de contação de história, já estava presente e foi sendo aperfeiçoada e complementada ao longo da minha trajetória teatral.

Assim, ao decorrer dos anos, a experimentação de recursos e técnicas me levou a construção de diversas formas de encenação. As principais foram:

A escolha de uma técnica em específico, advém, sobretudo, do perfil do próprio contador e de como constrói seu plano de contação de histórias. Vários contadores usarão técnicas e abordagens diferentes para um mesmo enredo. Uma história parecerá completamente diferente sendo contada por um ator diferente. Essa é uma das características da contação de histórias e o que, em parte, a diferencia da narração puramente oral.


Quem saber como contar história? No artigo “Contação de História” tem 5 passos para começar a narrar sua história, mais 12 dicas incríveis.


O Artigo acima faz parte integral do “Curso de Contação de Histórias” da Cia ArtePalco. Não pode ser reproduzido, copiado, ou utilizado sem prévia autorização.

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10 thoughts on “As Técnicas de Contação de Histórias”

  1. Os fantoches como ferramenta didática na contação de história são os que mais me identifico, com a infinidade de caraterísticas que posso atribuir na confecção desses fantoches podemos enriquecer, seja com detalhes, figurinos ou trejeitos nossos personagens que darão vida e vozes a nossa história. Devemos estar abertos a experimentar as ferramentas mais diversas de narrativas .

  2. Utilizar recursos para contar histórias é uma maneira de chamar atenção dos ouvintes… técnicas diferentes para cada público reforça a importância da história em nossas vidas

  3. Amo fazer contações com fantoches , mas quaisquer recursos utilizados em um história, sendo ela pensada e realizada com amor, com sabedoria , (digo em relação a faixa etária adequada) chama a atenção dos ouvintes, e sendo eles crianças então , manter o foco e atenção e a interação deles é fundamental.
    Amo essas crianças, amo contacao de história e todos os seus recursos disponíveis.

  4. A contacao de história é muito muito antiga, leitura pelos livros principalmente.
    Hoje usamos vários recursos a mais para entreter e tornar este momento mais dinâmico.
    Mas a contacao oral sempre será o grande momento.

  5. O uso dos recursos ajuda ao espectador “entrar” na história. Fantoches, objetos variados, Origamis prende melhor a atenção de quem ouve. Claro, cada faixa etária precisará de recursos diferentes, isso porque as vezes tal recurso para uma idade não surge tanto efeito em prender a atenção, quanto uma criança mais nova ou mais velha.

  6. A contação de histórias acontece de diversas formas.
    Um método purista, somente contada é uma destas formas, já pode utilizar também outros meios como fantoches, instrumentos, músicas, isso difere na forma em que a história será contada e como será a reação dos ouvintes.

  7. Promover a curiosidade, a ludicidade e o encantamento, fazendo a criança obter conhecimento ampliando seus horizonte. Não ter medo de usar sua criatividade, e o principal gostar de contar histórias, seja dinâmico e divertido.

  8. O artigo destacou que a mesma história pode ser contada por vários contadores, porém cada um dará um toque individual, para tornar a sua apresentação mais cativante. Existem várias técnicas para que isso aconteça e duas delas são a clássica e a artística.

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