Outros Espaços

A narração pode ser realizada em inúmeros espaços, situações e para grupos grandes e mínimos, mesmo para uma única pessoa, sendo criança, ou adulto. A visão clássica de uma narração de história em família é um dos familiares, pais e avós, contando na sala de casa, n cadeira de balanço, na varanda, ou na cabeceira da cama na hora de dormir.

Vemos exemplos dessa manifestação em trens, dentro do carro, em viagens demoradas, embaixo de uma árvore num parque, ou jardim da escola e residência.

Não se precisa de muita técnica para essas situações casuais, pois muitas das vezes a contação é feita de forma espontânea, a partir de alguma vivência compartilhada, que suscita a memória de uma lembrança.

A seguir, dois tipos de espaços comumente encontrados em contações planejadas.

Semicírculo

Em semicírculo e círculos com palco baixo e plateia alta, “palco de arena”, acontece muitas vezes espontaneamente em espaços públicos, como em praças, pois as pessoas se acumulando ao “entorno” do contador, mas  também pode ser planejado. Um meio termo entre o círculo e o teatro italiano, em que a alternância entre a atuação, os recursos e a narrativa intimista acontece na mesma história. Públicos heterogêneos se beneficiam bem mais dessa forma de espaço, pois que as diferentes idades e grupos podem ser identificados com certa facilidade pelo contador, que empregará a força dramática de acordo com a cena e grupo de pessoas que esteja voltado naquele momento.

Espaço com níveis diferentes

Esse espaço é composto pela forma “italiana”, porém com “níveis” diferentes em que o público pode assistir/ouvir a história. Pouco comum nos espaços em que a história é habitualmente contada.

Em sua origem, separava as classes sociais. Os nobres e a realeza ocupavam “balcões” (nas paredes laterais do teatro) e “camarotes” (ao lado do palco e dos artistas), as pessoas “distintas” da sociedade a “plateia baixa” e a “plebe” as “galerias” no alto e ao fundo.  Essa forma pode acontecer naturalmente em espaços como “shoppings” e pátios de escolas, em que haja “níveis” distintos com visão para o espaço em que a contação esteja acontecendo.

Essa contação necessita de grande “projeção vocal” em espaços abertos, diferentemente dos teatros, que possuem acústica específica. A atuação também cuidadosa ao contemplar os diversos planos e profundidades. As obras dramáticas de Shakespeare eram entusiasticamente encenadas em “Palcos Elisabetanos“.


Ao final da aula, mais informações para a criação do plano de uma contação de história. Os detalhes, tais como texto, formato e como enviar para sua avaliação final estarão na “rota de aprendizagem” .(os exercícios, plano de aula e vídeos são exclusivos para alunos do curso.)


O Artigo acima faz parte integral do “Curso de Contação de Histórias” da Cia ArtePalco. Não pode ser reproduzido, copiado, ou utilizado sem prévia autorização.

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10 thoughts on “Outros Espaços”

  1. A Contação de História, pode se dar em espaços diferentes, desde uma sala ou quarto residencial – ambiente familiar. Outros lugares como em jardins, pátio escolar, bibliotecas…também funcionam …
    As contações planejadas podem ser realizados num semicírculo, num palco baixo com os expectadores estão mais altos ou em uma arena.

  2. Importante contar histórias em todos os lugares, tudo vira palco e cenário pra um contador de histórias… importante também planejar a contação de histórias, independente do número de ouvintes. Legal contar histórias em cenários diferentes, para público diferente…

  3. Os espaços para as contacoes de histórias podem ser diversos, de acordo com o público, ocasião etc. Porém, devem ter acesso a visão e audição da mesma para que não se perca o interesse,
    independente da faixa etária.
    Improvisações podem acontecer, sempre levando em consideração a atenção dos espectadores.

  4. A contação de histórias pode ser contada em qualquer lugar , qualquer lugar pode se tornar um palco , um cenário.
    O que devemos ficar atentos é justamente o fato da faixa etária , pois podemos ter um cenário maravilhoso com várias recursos pedagógicos, mas, se a contação não for elaborada de acordo com a faixa etaria , não prenderá à atenção por muito tempo.

  5. Neste artigo, podemos ver a importância das histórias. A contação de histórias começa no berço familiar, as famílias tem estes hábitos, espontâneos de contar causos que viveram. Portanto, um contador começa sua trajetória desde casa, e vai se aperfeiçoando.

  6. O espaço onde está sendo contado a história assim como os recursos usados é adaptado da melhor forma pelo contador de história.
    O contador interage com o espaço e os ouvintes de uma forma otimizada

  7. A contação de histórias ela pode ser feita em vários espaços, tudo pode virar um cenário ou até mesmo palco, para grandes grupos ou mínimos de pessoas. Nessas ocasiões não precisa de muita técnica, pois será espontâneo. Espaços diferentes chamam sempre atenção e objetos. As histórias estão em todos os lugares.

  8. Há uma grande diversidade de contadores que contam suas histórias e contos em diferentes lugares. O improviso faz parte desse mundo e a técnica da narração seguem juntas. O importante que a contação de história ganha vida dentro desses cenários, e que ela está tanto para a nobreza quanto para aos menos favorecidos. A partir daí, a arte da contação trinha seus caminhos.

  9. Tem uma diversidade de espaços que podem ser adaptados e adequados para uma contação. Criar e imaginar faz parte da magia de contar.

  10. É importante o reconhecimento dos espaços para traçar um plano de contação eficiente para que não se fique sujeito aos improvisos. Claro que o improviso é inevitável porque se lida com um publico ativo ,enérgico,vivo, que vai interagir e é ai que esta a beleza do trabalho, portanto estar preparado para os espaços mais variados é fundamental para o contador.

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