Espaço Circular

A mais antiga forma de manifestação social, em que todos podem visualizar cada um do grupo, o que confere a mesma importância a todos do círculo, ao mesmo tempo em que o grupo é o próprio controlador da disciplina individual, pois quando um se movimenta, ou faz qualquer som, todos percebem ao mesmo tempo. No princípio, isso pode ser motivo de “exibicionismo” em grupos de crianças de um mesmo grupo social, como clubes e escolas, mas com o tempo, a ocorrência dessa interferência irá diminuir e até mesmo deixar de acontecer.

No círculo, o contador tem completa visão de toda a plateia, podendo observar qual criança, ou segmento do círculo necessita de mais “força dramática” para entrar na história, controlando a narrativa quase que de forma individual para cada membro da plateia. As principais características da contação circular é ser :

  • Intimista;
  • Social;
  • Inclusiva;
  • Participativa.

Centro do Círculo Vazio

Quando o narrador “não entra” no círculo, deixa o centro para a “imaginação” da plateia, uma referência as fogueiras de povos primitivos em que as reuniões se faziam em volta do fogo para se contar histórias do dia, ou dos sonhos. Também, nesse caso, a participação do grupo como um todo é um recurso muito utilizado, tal como cantar juntos, ou fazer determinado gesto. Toda a atenção, então, se volta para a figura do contador e da sua narrativa, que, em geral, fica no mesmo nível das crianças, sentado, ou em pé, com elas.

No Brasil, existe grande tradição em se contar histórias e causos em volta de fogueiras, principalmente de assombração, ou macabros, que ainda são transmitidos no interior durante as festas juninas, quando as terminam as brincadeiras e só resta a fogueira.

A Ocupação Central do Círculo

Outras vezes, quando o contador entra e faz sua “apresentação performática” dentro do círculo, as histórias são, na maioria das vezes, mais “dramatizadas” centralizadas na expressão corporal e facial do narrador, com troca de personagens e de ambientes e, não raras vezes, com a participação de alguns “escolhidos” da plateia, que entra no círculo juntamente com o narrador. Em ambientes escolares e sessões de jogos dramáticos, o narrador(a) pode estimar a representação de alguns personagens e suas ações pelas crianças dentro do círculo. Isso pode ser uma atividade muito divertida para o grupo, como também ajudar na percepção do educador sobre o relacionamento e comportamento social do grupo.


Ao final da aula, mais informações para a criação do plano de uma contação de história. Os detalhes, tais como texto, formato e como enviar para sua avaliação final estarão na “rota de aprendizagem” .(os exercícios, plano de aula e vídeos são exclusivos para alunos do curso.)


O Artigo acima faz parte integral do “Curso de Contação de Histórias” da Cia ArtePalco. Não pode ser reproduzido, copiado, ou utilizado sem prévia autorização.

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12 thoughts on “Espaço Circular”

  1. No palco circular o contador de histórias tem visão de toda a plateia, o que é possível deixar o contador mais envolvido com a plateia e a história.. mas tem o porém de ser uma plateia reduzida…. pois mesmo com um circulo grande, ainda será pouco a quantidade de ouvintes

  2. No palco circular consegue-se ter mais controle sobre o espaço, em relação ao segmento e/ou criança que necessita de uma dramatização maior , para que possa entrar na história.
    Porém, a desvantagem é justamente a redução da plateia .

  3. Gosto do espaço circular, mas é preciso ter conhecimento do alcançe e trabalho vocal, porque o contador estara sempre de costas para um lado da platéia, e este jogo corporal e vocal ,precisa ser bem equilibrado

  4. Num palco em círculo, o narrador consegue ter uma visão mais ampla e clara da sua plateia. Neste caso, o narrador também consegue visualizar melhor qual parte do círculo precisa de maior performance. O narrador não se colocando dentro do círculo, consegue trabalhar com a imaginação das crianças, já quando ele se posiciona dentro do círculo a interação com as crianças se torna obrigatória.

  5. Quando o narrador não entra no círculo, deixa o centro para a imaginação da platéia uma referência, as fogueiras de povos primitivos em que as reuniões se faziam em volta do fogo para se contar histórias do dia.

  6. O espaço circular permite ao contador maior interação e participação com os ouvintes. É um espetáculo interativo. Nesse espaço o contador tem uma visão no todo,podendo se atentar individual e coletivamente ao que está ao redor.

  7. O espaço circular permite que o narrador tenha toda a visão de sua plateia e do ambiente a sua volta. Conseguindo assim interagir com cada um e ter mais controle sobre eles.

  8. O espaço circular e ótimo pois abrange bem o público . mas precisa ter uma atenção do contador p q ele não deixe nenhuma criança para trás .. A.dinamica e o cuidado de estar sempre em movimento p todos e.importante.

  9. Uma contação de histórias pode partir de uma roda de musicalização, onde todos os ouvintes tenham oportinidade de participar, podendo ocupar o centro do círculo o contador.

  10. Reconhecer o espaço cênico é importante. No palco circular o contador tem uma visão ampla do espaço e uma melhor percepção dos ruídos atribuídos da plateia. Porém, o mesmo precisará de uma boa dinâmica e uma eloquência dramática maior durante a sua narrativa. Isso é devido a visualização, percepção de som ao seu redor e a maior concentração de crianças. Além da atenção ser mais focada na figura do contador.

  11. No plano circular o contador fica mais exposto e tem visão ampla da plateia o que pode ser um facilitador para seu trabalho se ele tiver autocontrole e dinâmica para manter o o foco uma vez que toda a atenção da plateia esta voltada para ele.

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