A Contação Artística

cena de uma contação de histórias
Contação de Histórias com a Cia ArtePalco – Mayara Nascimento e José Robson

A contação de histórias de forma artística pressupõe que o narrador domine uma atividade artística, naturalmente, ou que treine contar uma determinada história de forma plástica, usando de pelo menos um recurso artístico, ou combinando-os.

As principais formas de apresentação de histórias são construídas tendo como principal atributo habilidades do agente narrador de história, sejam natas, ou adquiridas através de treino e estudos, ou a produção plástica prévia da sessão. Algumas dessas habilidades são:

  • Dramaticidade – o ator que conta de histórias;
  • Musicalidade – o músico que conta histórias;
  • Plasticidade – o artista que produz a história.

Naturalmente, a história pode ter, e geralmente tem, as três formas de expressão contempladas nas produções artísticas. Tais sessões se aproximam muito aos espetáculos teatrais, quanto mais próximos da dramaticidade; quando estão mais próximos da musicalidade, aos musicais; e quando são evidentemente “plásticos”, são mais próximo das instalações e intervenções. dificilmente uma das vertentes não terá algo das duas outras.

Os contadores de histórias profissionais, ou que realizam apresentações artísticas como forma de expressão nem sempre dominam as três vertentes completamente, ou são atores, e não músicos,ou músicos e não atores, ou artistas plásticos e músicos. Para que um espetáculo alcance impacto que desejam, se não tem, ou dominam pouco uma determinada habilidade, treinam para uma cena determinada, e não raras vezes convidam e trabalham com parceiros que completam as necessidades de uma história a ser trabalhada.

Recursos e Ferramentas

Como vimos no artigo sobre a narração popular clássica, quase nenhum recurso é usado naquela forma de contar histórias. Já na artística, a contação é construída em forma de encenação, não sendo, a princípio, um evento que surge na espontaneidade de uma atividade social casual.

A história é escolhida com certa antecedência pelo narrador que a decora, ou decora o enredo e ações principais, planejando quais recursos e ferramentas vai usar em determinada fala e cena. Esse planejamento é percebido pela plateia e quanto mais for “orgânico” mais chama a atenção sobre si e mais evidencia uma situação e sensação da própria história.

A seguir, uma lista básica de alguns recursos e ferramentas que uma contação de história artística pode usar em algum momento:

Da mesma forma que o contador de histórias usa na maioria das vezes apenas uma das habilidades, o uso das ferramentas e recursos na contação de histórias também é realizado conjugando, ou dando maior importância a uma, ou duas delas, quase sempre ligado a própria habilidade do narrador e a parceria que eventualmente faz para a apresentação pública da história.

Nos próximos artigos, vou conversar sobre o uso de alguns desses recursos nas histórias que conto e por quais motivos são escolhidos, levando em consideração, alguns pontos, tais como faixa etária e tipo de evento.


Ao final da aula, mais informações para a criação do plano de uma contação de história. Os detalhes, tais como texto, formato e como enviar para sua avaliação final estarão na “rota de aprendizagem” .(os exercícios, plano de aula e vídeos são exclusivos para alunos do curso.)


O Artigo acima faz parte integral do “Curso de Contação de Histórias” da Cia ArtePalco. Não pode ser reproduzido, copiado, ou utilizado sem prévia autorização.

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