A CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

Seja bem-vindo ao Centro de Pesquisas e Estudos de Contação de História da Cia Artepalco. Aqui você vai encontrar técnicas, dicas e vários relatos das experiências do grupo ao longo de 25 anos de estrada.


A Contação de História é uma expressão relativamente recente, livremente traduzida e adaptada de países de língua castelhana “cuentacuentos. Pode significar tanto o ato de se contar histórias, quanto o próprio contador.

Na língua inglesa, temos o termo “Storytelling”, similar a contação de histórias. Termo que sugere o ato, ou capacidade de se narrar um fato, ou história. Essa narrativa pode ser de improviso, ou planejadamente, usando diversos tipos de recursos, ou apenas a oralidade…

No Brasil, por exemplo, o termo é usualmente empregado em eventos públicos, shows e espetáculos, com produção e apresentação comercial e profissional.

Como Contar História em 5 passos

o que é contação de história
Contação de História com José Robson – Cia ArtePalco

A Escolha do conto narrativo

  1. Defina a faixa etária principal;

  2. Escolha um tema, ou intenção, e quais os objetivos da contação de história;

  3. Pense quais sensações deseja que as crianças tenham;

  4. Pesquise os “tipos de histórias” e separe mais de uma;

  5. Leia e releia várias vezes como se já estivesse fazendo a contação de histórias;

  6. Separe a história que mais chegou perto do seu objetivo nessa contação;

  7. Treine mais um pouco, fazendo vozes e ritmos diferentes;

  8. Um dia antes, durma pensando na história e visualize as crianças ouvindo.

Prepare o material

  1. Encontre pequenos objetos que possa usar;

  2. Ensaie cenas separadas com os objetos;

  3. Pense se pode usar em algum momento um fantoche, mesmo que por poucos minutos. Ensaie com ele;

  4. Tenha um local exclusivo para acomodar e levar tudo o que vai precisar;

  5. Reveja todo o material antes de sair para a contação de histórias.

Arrume o espaço da contação de história

  1. Chegue mais cedo do que o horário agendado para o evento.

  2. Faça uma checagem do espaço que vai usar;

  3. Mude o que for necessário para o seu e o conforte das crianças;

  4. Observe se onde as crianças vão se sentar está limpo e com boa visão;

  5. Evite ficar em situação de contra luz;

Organização da contação de história

  1. Disponha o material que vai usar;

  2. Defina quais materiais ficam a vista e quais não;

  3. Tenha certeza que as crianças não tenham acesso ao material da contação de história, se esse não for o objetivo

  4. Teste pegar e guardar as principais ferramentas e objetos que você vai usar após a arrumação;

  5. Faça sua preparação, relaxamento, aquecimento. tenha em mente a importância e benefícios desse momento para as crianças.

Começando a contação de história

  1. Faça uma introdução bem afetiva e atrativa para as crianças;

  2. Mantenha-se, sobretudo, dentro do plano traçado, mas não ignore interações;

  3. Dê importância e tempo para as reações acontecerem;

  4. Introduza objetos e fantoches de forma bem definida na contação de histórias;

  5. Não esqueça nada em cena que não deveria estar ali em cenas diferentes;

  6. Não revele personagens, nomes e segredos antes da hora, ou faça disso uma brincadeira;

  7. Olhe para as crianças individualmente de vez em quando enquanto conta uma parte da história;

  8. Não tenha medo de errar. Use o erro a seu favor, sempre que acontecer, assim, a contação fica viva;

  9. Divirta-se.

+ 5 dicas para se contar história

  1. Entenda o ouvinte: O primeiro e mais importante passo é entender o seu público. Saber o que ele quer ajudará a criar e narrar uma história convincente. Então, pergunte-se do que seu filho gosta: super-heróis, príncipe e princesas, alienígenas ou figuras históricas?
  2. A mensagem deve ser construída: A construção de uma mensagem prévia, que dará um norte a história. Ela deverá ser estabelecida, em primeiro lugar, ou entendida pelo narrador antes de inciar a narrativa. O que as crianças vão entender e fixar da história? Há algo que você queira transmitir, ou então, ensinar especificamente com a história? Respondendo essa pergunta, a fluidez da história acontece..
  3. Vocabulário criativo: palavras novas, sonoras, de impacto podem ser usadas nas histórias, desde que o significado seja construído durante a narrativa, pelos personagens,ou mesmo pelo próprio narrador.
  4. Expressão e presença: manter os ouvintes atentos é, em essencialmente uma tarefa do próprio narrador. Manter a concentração, bem como o volume dramático, criar expectativas, suspenses, iradas de emoção, sempre dentro do enredo e dos objetivos definidos da narração.
  5. Tempo e situação: escolher o momento adequado, ou aproveitá-lo, para cada tipo de histórias, como contar histórias na ora de dormir, apresentar um assunto novo, ajuda muito na atenção das crianças.

Deixando a contação mais atrativa

O ato de se contar histórias é tradicionalmente oral, ou seja, contamos através da palavra e da expressão facial e corporal. Entretanto, cada vez mais recursos são adicionados na contação de história. Particularmente, eu acredito no poder da palavra e na interação com as crianças.

Contação de história

Contação de História na Livraria Curitibas Com José Robson e Maria Danielle

+ 7 Ideias para a Contação de História

Se seu objetivo é experimentar e trabalhar a narrativa de diversas formas, tal como fazer contação de histórias com objetos, ou contar com livros, então vão algumas dicas:

  1. Experimente técnicas de contação de histórias diferentes para a mesma história;
  2. Invista num visual para seu contador de histórias, tendo o cuidado de focar na narrativa, e não na extravagância de um figurino, logicamente se não for seu objetivo chamar a atenção mais para si e sua performance do que para a história;
  3. Um cenário, mesmo que simples, ajuda na concentração da criança no que está a sua frente;
  4. Invista na sonoridade, toque um instrumento, ou convide alguém para tocar na sua contação de história;
  5. Faça da contação de história um evento com hora marcada, convite, lugares definidos para a plateia;
  6. Bate papo pós contação de história, por exemplo, ajuda a criança a entender e se aproximar do agente contador de histórias e interesse pela narrativa;
  7. Experimente coisas novas sempre que possível, sempre com o foco nos objetivos e roteiro da história escolhida.

A Contação de História na oralidade das crianças até três anos de idade

A narração, ou contação de história, é um ato de amor para com a criança. É a doação de tempo, atenção e carinho em forma de palavras.

José Robson Santos

As crianças também são contadoras de histórias. Estão o tempo todo narrando acontecimentos da sua vida, seus medos e descobertas. A aprendizagem infantil, em síntese, passa pelo processo da construção de uma narrativa pela criança sobre seu mundo e as pessoas que estão a sua volta. A seguir, vou abordar a contação de histórias na educação infantil.

Quando brincam, estão contando como se relacionam socialmente e como sua família se relaciona com elas. A medida que interagem umas com as outras, com os objetos, bem como os adultos, narram histórias,construindo suas vivências e memórias.

A narrativa de crianças até o primeiro ano de idade

Quando as crianças ainda estão na primeira infância [PIAGET] elas são atentas ouvintes da voz dos pais. E a atenção não é somente auditiva, mas visual. Olham as expressões e movimentação que o seu cuidador lança para ela e também para objetos próximos.

É pela repetição e reforço das sensações e intenções que as crianças vão formando a compreensão das coisas. Por exemplo, quando ficamos mais tempo com determinada criança, e contamos histórias, percebemos que ela gosta de ouvir vez após vez a mesma história. Pode ser cantigas, parlendas, poesia, seja de forma declamada, narrada ou cantada.

Cognitivamente, a criança precisa da repetição para criar ligações neurais e memórias de longo prazo, bem como adquirir uma segurança sensorial. Certamente, também, é a forma de aumentar o repertório sonoro de palavras, pois algumas ainda não possuem significado para elas, porém, criam o enlace entre significantes para estabelecer a linguagem.

A Oralidade entre um e dois anos de idade

Já na segundo ano, a atenção passa pela colaboração narrativa. Assim, a criança acrescenta elementos às histórias  que lhe são  apresentadas, seja um relato de uma atividade, ou mesmo um conto.

A repetição ainda é muito importante, e a criança já indica pequenas modificações que são introduzidas na história, sejam elas proposital, ou  não. E cobra elementos que faltam, ou aponta novos elementos. Por exemplo, se a criança ouvir a história do Chapeuzinho Vermelho, e esquecermos que na primeira versão, o lobo tinha pelo marrom, e descrevermos na segunda com pelos amarelos, ela pode, então reagir, interferindo e nos corrigindo. Ou se esquecermos de falar que na cesta havia doces, ela pode acrescentar. Essas interferências são sadias e refletem a internalização das histórias.

 Mas  ainda, são pequenas interferências que apontam detalhes específicos, e não são diálogos, ou argumentação, pois que elas ainda não dominam a organização cronológica da história. Alguns  elementos mais gerais ainda lhes escapam.

Ela pode acrescentar já no final da segunda infância mais elementos, e até mesmo sentimentos e sensações em relação a um personagem, ou situação. Dessa forma, propor que a criança complete o final das frases, ou se lembre dos nomes dos personagens ajuda muito na dinâmica e a manter a concentração, desde que seja feita com parcimônia, sem exageros.

A Contação de história entrando nos três anos de idade

Adentrando na faixa dos três anos de idade as próprias crianças, de modo geral, começam elas mesmas a narrar pequenas histórias, mesmo que seja sobre seu da a dia, algo que tenham feito, ou estão fazendo.

Diferentemente das crianças até dois anos, que dependem de interlocutores, por exemplo, para construir uma narrativa, as crianças agora são as narradoras. Já sabem o que é uma narrativa, diferenciando de uma conversa direta.  Começam a dominar os princípios da narrativa e a desenvolver uma oralidade própria ao contador de história.

É comum crianças dessa idade  terem uma “frase repetitiva” para iniciar alguma narrativa de faz de conta, como por exemplo “Olha, agora vai começar”, ou “senta aqui, que você vai ouvir”. E começam a contar história, ou a fazer de conta. Geralmente adquirem por imitação, interiorizam, e usam, com pequenas adaptações, de acordo com a situação e outras experiências.

A Memória do Traço Difuso na Contação de História

A síntese de acontecimentos, nessa fase é muito comum. Uma criança pode contar uma história de algo que aconteceu, juntando nomes e situações como se fossem uma só, por exemplo. Às vezes confundimos com “pequenas mentiras”, ou imaginação fértil. Isso causa “falsas memórias” que acreditamos sejam reais, pois as informações são guardadas em regiões distintas no cérebro, além do hipotálamo, haja vista que trabalham não somente com acontecimentos,mas com sensações físicas, emocionais e as interferências do intelecto.

Relato de uma experiência

Quando cursava o magistério, num dos estágios, uma criança de aproximadamente três anos e meio veio me contar que o o Rodrigo estava cheio de couve flor no cabelo e que caiu do cavalo porque as abelhas o perseguiram querendo as flores da sua cabeça. Olhei para a professorada sala e rimos.

É bem comum as crianças se aproximarem de novas pessoas em seu ambiente para contar coisas que lhes ocorreram, ou mesmo que ouviram. Percebemos aí, a necessidade da narrativa.

Nesse caso, a professora, mais tarde, explicou que  a mãe do menino vendia hortifrúti na feira, principalmente couve-flor, brócolis e alface, e que era comum carregarem caixotes na “cabeça” até a banca. Que o Rodrigo era alguém da feira que ajudava a descarregar o caminhão. No final da feira, também havia um cavalo que comia os restos das verduras. A abelha era uma citação de uma aula sobre insetos que ela tinha dado semanas antes. Finalmente, a mãe da criança contou que uma vez escorregou em algumas folhas de verduras num dia de cuva e, desta forma “quase” caiu enquanto estava de mãos dadas com o filho.

Então, não se admire que as crianças recontem as histórias que você narra com cenas inusitadas e diferentes.

Muitos escritores usam essa forma de memória do traço difuso para criarem contos bem oníricos e criativos.

A idade que as portas das histórias se abrem

Vemos que as crianças por volta dos três anos guardam na memória acontecimentos, criando lembranças, que nem sempre são fidedignas ao acontecido. É nesse ponto, portanto, que a divisão interna entre o que é passado e o que é presente. Começa a se definir e evocar essas lembranças, dialogando e estimulando a sua narrativa é essencial para criar a linguagem e fortalecer a oralidade.

Assim, é nessa fase que as histórias ganham maior significado e a contação de história por um cuidador, com todos os elementos narrativos, é muito importante.

A Contação de História e Educadores

Na atualidade, a contação de história é usada também para difundir o conhecimento didático nas escolas, não sendo, entretanto, sua função principal…. O entretenimento é um dos focos explorados pelos agentes contadores de histórias, usando a atividade tanto para fins culturais, quanto para shows em espaços públicos e educacionais.

Os Educadores vêm na contação de história, entretanto, uma ferramenta para estimular o gosto pela leitura. Um recurso paradidático, além de uma afirmação positiva de assuntos e abordagens pedagógicas.

Na propaganda, é usada para dar exemplos de comportamentos desejáveis (pelo patrocinador) para vender produtos. É através de narrativas visuais e, principalmente emotivas que o mercado induz as vendas.

No dia a dia, sempre estamos a volta com o ato narrativo, seja em casa, seja no trabalho, ou em locais públicos. Estamos sempre participando, ou sendo agentes ativos, ou passivos de uma narrativa social.

contação de histórias na educação infantil

“Sempre me perguntam o que não fazer na contação de história, no que eu respondo -Só tem uma coisa que não se deve fazer: deixar de contar a história.”

A Narração como Profissão

Dessa forma, com a popularidade da atividade da contação de história, surgiram diversas pessoas que usam a atividade de profissionalmente, cobrando para animar eventos e festas. Ou como forma de expressão artística em espaços culturais, como bibliotecas, livrarias, auditórios, teatros e praças.

O Contador de histórias profissional,por exemplo, estuda com mais detalhes, escolhendo a técnica mais adequada para cada tipo de história, prevendo um público alvo (faixa etária, classe social) e a oportunidade (festas, aniversários, época do ano, escolas). Assim, narração de história passa a ser, além de uma atividade de cultura popular, ou social, um evento em forma de ‘espetáculo’. Diversas pessoas e grupos se especializam nesse tipo de atuação, fazendo surgir muitas formas de contação de histórias.

Basicamente, cinco fundamentos regem o ato de se contar histórias. O entendimento desses tópicos ajudarão o contador de história a capturar não somente a atenção da criança, mas manter essa atenção por mais tempo. Assim, a palavra passa a criar um vínculo duradouro, sincero e afetivo.

Veja também “Os Benefícios da Contação de História

As Vertentes da Contação de História

Como diz o ditado popular “Quem conta um conto, aumenta um ponto”. Na contação de história é assim que acontece. Existem inúmeras formas de contar, haja vista que existem as peculiaridades regionais e culturais, principalmente num país continental como no caso do Brasil. Assim, temos as vertentes do contador matuto, suas peripécias e dramas do dia a dia ligados a sua comunidade, trabalho e relacionamentos, tanto amorosos, quando fraternos.

Temos também as contações de histórias do homem moderno e sua luta sócio-econômica para se manter ativo socialmente. Assim, narra sua luta para manter sua família e suas conquistas. Dessa forma, ganham destaque nas suas histórias. As derrotas são sinais de alerta e exemplo.

Já os contadores de mentira, no entanto, contam “histórias de trancoso”, de dá nó em pingo d’água. São causos de valentia, ou exagero. Quase sempre inventadas pelo personagem narrador para criar assombro, admiração, ou mesmo respeito. Além disso, também pode haver cunho social e político para levar a reflexão. Mais para frente, teremos uma aula que aborda esse tipo de contador de histórias.

Onde fazer um curso de narração

Existem vários lugares e formatos. Conheça alguns: Onde encontrar cursos de contação de histórias?

E para começar a praticar a contação de história só é necessário começar, experimentar e diversificar histórias, assim como os temas, espaços e tipo de público. Também existem cursos livres de contação de histórias, alguns online, por exemplo, que são conceituais e teóricos. Para um aprendizado mais intensivo, o ideal seria procurar um curso presencial para obter a prática, com apoio teórico EAD. Por sorte você está fazendo conosco. Parabéns!

Até a próxima aula. Jr Santos Contador de Histórias


O Artigo acima faz parte integral do “Curso de Contação de Histórias” da Cia ArtePalco. Não pode ser reproduzido, copiado, ou utilizado sem prévia autorização.

INSCREVA-SE: Se deseja participar do curso, inscreva-se em aqui.

34 thoughts on “A CONTAÇÃO DE HISTÓRIA”

  1. Para ser um contador de histórias, requer prática….e esse texto é ótimo pra quem está iniciando nessa linha, pois nos mostra os caminhos necessários para melhor contar uma história… é maravilhoso buscar conhecimento, aperfeiçoamento. Importante saber quais os passos, as sequências, entonação e tipo de história para cada público!!! Muito relevante este artigo!!!!

  2. Aprecie muito esse artigo, pois nós pensar no espaço, no público, matérias para cenário até no figurino. E muito importante termos essa consciência do corpo e toda expressividade que ele carrega…

  3. Realmente, o que não se pode, é parar de contar histórias. Mesmo para os adultos. Ela remete o imaginário a um mundo de magia e de imersão na fantasia que tanto perdemos ao longo dos anos com a vida adulta.

  4. A contação de historia é pura magia, com ela independente da idade nos faz explorar o nosso interior , nosso imaginário. Amo contar histórias

  5. Contar histórias é uma arte que todos podemos dominar com treino e sem medo de errar. A Contação de histórias pode envolver improvisos e fazer deles parte da história e fazer uma história viva. A contação de histórias não é apenas ler o livro, Mas interpretar o personagem incorporando-os, fazendo-os vivos para quem ouve.

  6. Contar história é muito mágico. Devemos treinar, usar uma linguagem clara, fazer vozes, ou seja, imaginar o personagem e domina-lo, dar-lhe vida.

  7. Para tudo ocorrer bem. Antes de contar a História temos que ter planejado o que queriamos é deixar o local bem agradável.

  8. Boa noite

    Como vimos no textos, o contador de história precisa estar preparado para o ato de contar histórias. Materiais, roupas, cenário, acessórios, música, entonação, local, conhecimento de público, enfim, tudo precisa estar sobre controle.

    Conhecer um pouco sobre as crianças e seu desenvolvimento é importante para que possamos contar a história adequada a sua idade.

  9. Em falando de escola publica, q é onde trabalho, percebo que nossas colegas da hora do conto, ainda têm muito o q ler e estudar a respeito de contaçao de historia, ao apreciar o artigo, percebo o qto nós da rede publica estamos desqualificados p tal feito, a contaçao de historias tem q instigar, tem q ser agradável, tem valer apena, pois agrega, inova, faz pensar, e qdo nao damos meios as crianças de serem curiosas, de quererem mais, pidamos a contaçao e suas benecias, as reaçoes se houverem e a atençao nao serao as mesmas numa contaçao q nao traz novidades, q nao tem o colorido e a corporeidade, q nao tem a voz diferenciada ou o som de um instrumento… o interesse da criança no simples ler uma historia se perde…e o encanto da contaçao nao acontece…

  10. A contação de histórias é resumidamente explicada em cinco passos:
    – Escolher o conto narrativo: definir faixa etária, os objetivos de contar aquela história, pensar no que quer instigar, ler e fazer diversas interpretações no que se quer contar, treinar vozes e expressões;
    – Preparar o material: definir os objetos que desejam usar e treinar a contação de história com eles.
    – Arrumar o espaço para contar a história: planejar-se e organizar o tempo dedicando uma parcela para chegar ao local, organizar-se e definir o espaço que será apresentado.
    – Organização da contação de histórias: definir se tudo bem as crianças terem contato direto com os objetos, testá-los e conseguir meditar sobre o desempenho que terá.
    – Começar a contar: apresentar uma introdução afetiva e atrativa, ser flexível, olhar a individualidade de cada uma para que se sinta parte da história, não ter medo de errar e se divertir.
    É de suma importância fazer com que o ouvinte entenda os motivos de estar ali e ouvir a história, se sinta importante e possa imaginar-se naquele momento e reflita. O impacto que uma história pode trazer na vida de uma criança vai muito além da infância.

  11. Contar história é entrar no mundo mágico. E tudo o que vem com a contacao de história, o cenário, as roupas, os objetos se tornam parte dessa magia.

  12. Contação de histórias é algo que sempre me fascinou, sou apaixonada por histórias e por contar histórias . Colocar um chapéu, uma capa, um óculos e embarcar nesse mundo maravilhoso das histórias é algo que da vida, que enriquece, que fortalece…

  13. A contação de história deve seguir alguns padrões, é necessário preparar o material de forma organizada, escolher quais serão os contos, organizar bem o espaço e a história como será feita, contar a história, fazendo o ouvinte entender a razão da história e a mensagem que se quer transmitir.

    1. A contação de história é uma magia, que encanta adultos e crianças. Dessa forma, devemos selecionar com cautela dos os detalhes, como: lugar, história, faixa etária, etc. Para que essa história seja prazerosa e leva todos ao mundo imaginário dela.

  14. A contacao de história tem que ter primeiro: escolha organização, o entusiasmo do contador, um vínculo com o ambiente e crianças, a seleção da história é bom seguir a idade adequada para despertar melhor interesse pela criança. Os assessórios que possam chamar, e enfatizar mais a curiosidade pelo enredo.

    1. Para uma boa cotação de história, primeiro, é necessário escolher uma boa história. Que contenha argumentos e que possa utilizar a postura de vários personagens. A escolha do material usado também é muito importante, além de um cenário adequado. O contador deve estar envolvido e ter a percepção dos olhares e diferenças entre os ouvintes. O curso tem mostrado exatamente este conceito.

  15. Para se tornar um bom contador de história, primeiro, precisa ter organização. A escolha dos materiais utilizados também é muito importante, o cenário, são todos itens indispensáveis em uma boa história. O contador deve ter um olhar crítico, onde percebe a reação dos ouvintes e percebe quando é necessário a mudança de estratégia para a atenção adequada. O curso tem nos mostrado esse conceito. Muito bom.

  16. O exercício de contar histórias possibilita debater importantes aspectos do dia-a-dia das crianças. Contar histórias é também uma forma de ensinar temas éticos e cidadania e de propiciar um mundo imaginário que encanta a criança. A criança necessita ouvir histórias para desenvolver sua imaginação, a observação, e a linguagem oral e escrita, assim como, o prazer pela arte, a habilidade de dar lógica aos acontecimentos e estimular o interesse pela leitura. Os elementos mais importante para o desenvolvimento do imaginário da criança, é a transformação dos objetos, a criatividade, a organização do espaço, a intenção a motivação e a entonação.

  17. Antes de contar uma história é preciso escolhê-la de acordo com afinidade, faixa etária e objetivos. A história escolhida, vem a preparação do material a ser utilizado, podendo ser objetos, livros e fantoches. Então é preciso arrumar e organizar o ambiente para, só assim, começar a contação.
    É de extrema importância manter a atenção dos ouvintes, podendo interagir com o público. Deve-se usar formas diferentes de contação para cada faixa etária.

  18. Contar uma história é entrar no mundo da imaginação, é dar vida á tudo, ao cenário, as roupas, os objetos. Mas primeiro é necessário preparar o material de forma organizada precisa primeiro escolher quais serão os contos histórias organizar a história preparar o espaço contar a história se preparar para quando contar história fazer o ouvinte entender o objetivo, os personagens e a história dentro da história a mensagem que ela quer transmitir com criatividade a transformação da história a intenção e a motivação junto com uma entonação na voz e a interatividade que precisa ter interpretar um personagem e incorporá-los fazer-los ficar vivos para os ouvintes tudo repleto de emoção e imaginação
    A contação de história é resumida em 5 passos :1- Escolher o conto narrativo: definir faixa etária, os objetivos de contar aquela história, pensar no que quer instigar, ler e fazer diversas interpretações no que se quer contar, treinar vozes e expressões. 2 – Preparar o material: definir os objetos que desejam usar e treinar a contação de história com eles. 3 – Arrumar o espaço para contar a história: planejar-se e organizar o tempo dedicando uma parcela para chegar ao local, organizar-se e definir o espaço que será apresentado. 4 – Organização da contação de histórias: definir se tudo bem as crianças terem contato direto com os objetos, testá-los e conseguir meditar sobre o desempenho que terá. 5 – Começar a contar: apresentar uma introdução afetiva e atrativa, ser flexível, olhar a individualidade de cada uma para que se sinta parte da história, não ter medo de errar e se divertir.

  19. Na história, a criança vai para a praia com os pais e durante o longo caminho, para passar o tempo, inventa uma brincadeira com seus brinquedos e sua iguana de estimação. Na imaginação da criança, a iguana desaparece e os amigos precisam ajudar a procurá-la. Durante essa aventura, a criança interage com o livro através de atividades educativas, que potencializam a leitura.

  20. O ato de contar histórias tem que impregnar todos os sentidos , tocando o coração de uma criança e enriquecendo a leitura de um mundo na trajetória de cada uma delas, por isso a escolha de um conto narrativo influência muito, em cada faixa etária, a preparação do material que vai ser usado é muito importante , o espaço em que vai ser trabalhado a história e principalmente a organização da contação de história, que deve ter toda uma afetividade e ser atrativa para as crianças. É importante também ouvir o que a criança gosta e também deve ser contada a história de maneira que ela entenda , usando novas palavras, expressões faciais, fazendo que a criança tenha mais atenção a você ,e o tempo e presença. Toda contação de história tem uma preparação.

  21. As histórias estimulam a criatividade, a imaginação, além de ajudar no desenvolvimento da sensibilidade artística e cultural de cada criança, enriquecendo ainda mais seu repertório.

  22. As história estimulam a criatividade, a imaginação, é necessário preparar esse ambiente para aflorar tudo isso na criança, nos mínimos detalhes.

  23. O material de estudo nos mostrou que para contar histórias de uma forma de conquiste o público, será necessário conhecer bem a história, separar os materiais que serão usados, fazer uso de expressões corporais e faciais, fazer entonação na voz e interagir com o público. A contação de história acontece através do improviso ou planejada com antecedência.

  24. Para fazer uma boa contação de histórias, primeiramente é preciso escolher uma boa história, para que possa ser algo legal para as crianças e que prenda a atenção delas. É muito importante também, preparar materiais bem alegres coloridos para chamar atenção do público. nesse texto existe várias dicas para quem quer ser um bom contador de histórias… A contação de histórias não é somente ler ou contar uma simples história, mas sim entrar na história, incorporar os personagens e da vida para eles.

  25. Escolher a faixa etária, escolher o que contar, planejar, se organizar, improvisar e criar. Usar a imaginação é tudo. A contação vai além de ler uma história, e ser mágico, cantor inventor etc… é usar e abusar da imaginação.

  26. As primeiras vivência com o mundo a sua volta é novidade, mas quando passamos ajudar por meio de contação de histórias, abre oportinidades incríveis para o mundo e para o próprio conhecimento.

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